Comportamento sindrome-de-burnout

Publicado dia 16 de julho de 2017 | escrito por Vivian Barbosa

Você sabe o que é síndrome de burnout?

Doença causada por esgotamento profissional atinge mais de 30% dos trabalhadores brasileiros

Esgotamento físico e emocional, desinteresse no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, dificuldade de concentração e pessimismo. Estes são alguns sintomas da chamada síndrome de burnout ou síndrome do esgotamento profissional, que nada mais é do que um tipo de estresse avançado, causado por condições de trabalho desgastantes. Em inglês, o termo Burnout refere-se a algo como “queimar por completo”. Ou seja: é aquele momento que seu corpo e mente já derem tudo de si por questões profissionais, chegando ao limite. O resultado é uma aversão pelo ambiente em que vive e por suas atividades diárias das mais simples às mais complexas. De acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com o problema.

E o que isso tem a ver com o Vivipraisso? Tudo, afinal, sem saúde emocional não é possível cuidar da saúde física. Os níveis de estresse aumentam a produção de cortisol, o que resulta na disposição baixa e muitas outras complicações. De acordo com Licia Milena de Oliveira, psiquiatra e especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria, trabalhadores de qualquer área podem ser acometidos com a patologia, mas algumas áreas são suscetíveis ao problema. “Profissionais da saúde, assistência social, agentes penitenciários e policiais estão mais propensos por causa das condições de trabalho. Mulheres com dupla jornada e cuidadores também são de alto risco para desenvolver a síndrome”, explica.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a depressão será a segunda principal causa mundial de afastamento de profissionais no mundo até 2020. No Brasil, estima-se que 5,8% da população tenha a doença. A Previdência Social registrou, em 2016, o afastamento de 75,3 mil trabalhadores por causa de quadros depressivos —37,8% do total de licenças por distúrbios psíquicos. O País é o quinto no planeta em número de casos. – Assustador, hein?

burnout

Burnout, eu?

É claro que estresse e complicações na rotina do trabalho aconteçam de vez em quando, mas, como saber se você s? A especialista explica que o problema pode ser confundido com ansiedade ou mesmo por uma depressão, quando os sintomas são parecidos; porém, na depressão, os sintomas são relacionados ao dia a dia como um todo, envolvendo todas as áreas e não somente a vida profissional.

Os sintomas podem ser emocionais…

– Agressividade
– Isolamento
– Mudanças bruscas de humor
– Irritabilidade
– Dificuldade de concentração
– Lapsos de memória
– Ansiedade
– Depressão
– Pessimismo
– Baixa autoestima

E físicos…

– Cansaço
– Sudorese
– Palpitação
– Pressão alta
– Insônia
– Crises de asma

O mais comum da síndrome é a sensação de esgotamento físico e emocional, que se reflete em atitudes negativas, como ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo e baixa autoestima. Podem aparecer sensações físicos também, tais como dores de cabeça, dores musculares, insônia e distúrbios gastrintestinais” , detalha a psiquiatra.

Quanto às características externas, vale destacar a pouca autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe. Fez sentido? Então você precisa rever suas condições de trabalho!

Licia Oliveira conta que existem três níveis da síndrome, que pode ser leve, moderada ou grave. “Sintomas leves geralmente não são incapacitantes e surgem no ambiente de trabalho no dia a dia, enquanto nos casos graves há alto índice de absenteísmo e sinais que ultrapassam o ambiente corporativo”, completa.

Um estudo recente realizado pela London School of Economics realizado em oito países, mostra que o Brasil é o segundo com maior valor em perdas ligadas à depressão no trabalho, com US$ 63,3 bilhões (R$ 206 bilhões), atrás apenas dos EUA, com US$ 84,7 bilhões.


estilo de vidaVamos acabar com isso?

É claro que é normal estar ou ficar estressado uma ou outra vez por conta do trabalho. Mas, se os sintomas lhe foram muito familiares e frequentes, vale tomar nota sobre o que fazer para acabar com isso.

O tratamento é realizado com psicoterapia, antidepressivos e, claro, mudanças no estilo de vida. Afinal; os remédios entram como uma forma de cortar a crise mais grave, mas se a rotina que causou tantos sintomas não mudar, tudo voltará a se complicar. Segundo a especialista, para afastar a síndrome de vez é preciso incluir no dia a dia exercícios físicos, alimentação adequada, meditação, momentos de lazer e relaxamento.

A sugestão de Licia Oliveira é avaliar as condições de trabalho e tentar implementar maneiras para que a atividade laboral não interfira na qualidade de vida, danificando a saúde física e mental. “Percebendo qualquer alteração emocional ou física, procure um psiquiatra ou psicólogo. Se os sintomas da síndrome forem identificados precocemente, evita maiores danos à saúde.”

passeio de bikePara o lado mental, a coach de vida saudável do Vivipraisso, Vivian Barbosa, indica que um bom exercício é olhar com mais carinho para os hobbies.

“Por vezes, acreditamos que um hobby serve apenas porque gostamos de fazer certas coisas. Mas, em casos de alto nível de estresse ou um estado emocional negativo muito frequente, pode ser uma saída simples e muito eficaz para curar as emoções. Quando o ritmo do trabalho estiver muito maluco, estressante ou cheio de desafios, que tal danças no meio da sala de casa sozinha ou com o marido? Ou ainda, passar uma tarde tomando sol, passeando de bicicleta num parque, brincando com as crianças, lendo ou desenhando? São coisas simples e que podem brecar qualquer estresse”, sugere a coach

Fotos: reprodução/canvas

 

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Sobre

Jornalista, coach de vida e pratictioner em neurolinguística, criou o ViviPraIsso para compartilhar motivação e autoestima para quem quer ser mais saudável física e emocionalmente, assim como aconteceu com ela, que emagreceu, sem cirurgias ou remédios, e mudou radicalmente a carreira por um único motivo: AMOR PRÓPRIO!



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