Saúde restrição

Publicado dia 15 de janeiro de 2018 | escrito por Vivian Barbosa

Tudo em excesso faz mal

Cada vez mais famosas, as dietas radicais podem fazer mal à saúde.

Não tem jeito: por mais que o movimento do #bodypositive esteja cada vez mais forte, em tempos de verão, férias e carnaval, a maioria das pessoas que está acima do peso ou insatisfeita com o corpo “corre” contra o tempo e, muitas vezes, enfia os pés pelas mãos, acreditando que radicalizar é a melhor saída.

Mas, se você está no time das pessoas que quer mudar o corpo, um alerta: Tudo em excesso faz mal. Desconfie sempre das dietas mirabolantes ou exercícios pesados demais para quem não tem preparo físico e lembre-se de que sua saúde vale muito mais do que desfilar super magra no verão. Aliás, quem foi que disse que você precisa estar magérrima para curtir o verão?

Segundo a nutricionista Mayra Fiuza Silva, do Doutor123,  excluir totalmente determinados alimentos, exagerar nos exercícios físicos ou até usar medicamentos sem prescrição médica podem gerar sérios problemas de saúde;  além de não serem eficazes a longo prazo.

A famosa dieta sem carboidratos

Por ser uma das mais procuradas para perder peso rapidamente, o termo lowcarb já é conhecido. Trata-se de uma dieta que propõe reduzir a quantidade diária de carboidratos ingeridos e prioriza a alimentação baseada em vegetais e legumes, frutas com baixo teor de açúcar, oleaginosas e alimentos ricos em proteínas como carnes magras, leites desnatados e queijos brancos.

“A proposta é reduzir o nível de insulina na corrente sanguínea, uma vez que as células se obrigam a liberar a gordura estocada para suprir a necessidade de energia, o que resulta na perda de peso logo nos primeiros dias. Com resultados rápidos, os adeptos tendem a ficar empolgados e optam por abolir definitivamente o carboidrato, o que não é recomendado. O ideal é adequar o consumo desse grupo alimentício e escolher boas fontes do nutriente. Assim, a low carb proporciona uma maior saciedade e os picos de fome são reduzidos.”, detalha a especialista.

Tirar o glúten emagrece?

A nutricionista explica que o glúten é uma proteína presente em diversos cereais, como cevada, trigo e centeio, e que, atualmente, cerca de 1% da população mundial possui a doença celíaca, ou seja, quando o glúten não é bem aceito pelo intestino, o que causa diversas reações como diarreia, gases e inchaço. Com a popularidade do assunto, muitas pessoas que não têm restrição à proteína decidiram bani-la com o intuito de emagrecer.

“É preciso ter atenção e cautela, pois quando retiramos indiscriminadamente algo da nossa alimentação sem que tenhamos algum problema de saúde que justifique isso, podemos induzir nosso organismo a desenvolver patologias associadas à essa remoção. O próprio Conselho Regional de Nutricionistas emitiu o parecer técnico 10/2015 discorrendo sobre essa restrição do consumo de glúten como medida terapêutica”, explica Mayra.

Ficar sem comer pode?

O famoso jejum intermitente causa polêmica até entre profissionais, imagina só entre as pessoas que não conhecem sobre o tema. Como o termo já diz, é um tipo de jejum que inicia e recomeça por intervalos, que são definidos de acordo com a necessidade e disponibilidade de cada pessoa. Os protocolos mais comuns da prática são: jejum de 12 horas, de 16 horas e de 18 horas, com objetivo de fazer com que o corpo utilize os estoques de gordura e resulte em perda de massa gorda. mas, nem tudo são flores: a nutricionista explica que, apesar de simples, a estratégia exige cuidado, pois para iniciá-la, é fundamental que a pessoa já faça refeições saudáveis e balanceadas; caso contrário o processo ficará muito mais complicado e de fácil desistência.

“Como qualquer outra mudança brusca na alimentação, o jejum intermitente também exige acompanhamento médico e não pode ser feito por qualquer pessoa.
A dieta não é aconselhada para crianças, gestantes e idosos.”

Mayra Fiuza Silva, nutricionista do Doutor123

sabotadores

Impacto emocional

Além dos prováveis danos físicos, uma alimentação cheia de restrições pode provocar alterações emocionais. O próprio termo dieta já está associado à isso. Veja como faz sentido: segunda-feira, você focada na alimentação sem frituras, refrigerantes e doces; açúcar não te pertence mais e você decidiu que AGORA VAI. O dia corre até que bem, você não sentiu tanta falta dessas coisas durante o trabalho até que você chega em casa…quando você tem acesso à memoria afetiva que a comida te traz, ativando todos os sabotadores na sua mente,  e aí surge aquela voz dizendo que você teve um dia difícil e que MERECE comer um docinho e, já que passou o dia sem nada de açúcar, um bombom não vai fazer mal. É uma situação familiar para você?

Acontece que quando a restrição é muito grande, há um enorme risco deste bombom se tornar a caixa toda, e esses episódios de compulsão passem a ser frequente.

“Nossa mente sabe que o NÃO tem a ver com restrição. Aprendemos que comer é sinômino de felicidade e tirar totalmente qualquer alimento que a pessoa goste muito de uma vez pode causar a sensação de infelicidade, ocasionando uma confusão emocional muito grande. Por isso, o ideal é organizar sua rotina alimentar, e fugir de cortes e restrições excessivos. Assim, fica mais fácil da mente entender que sua mudança é definitiva, e não apenas enquanto seu corpo aguentar ficar sem comer isso ou aquilo”.

Vivian Barbosa, coach de emagrecimento e autoestima

O planejamento é melhor forma de emagrecer ou manter o peso saudável. Consulte um nutricionista para montar um plano alimentar e, para conseguir colocá-lo em prática, o processo coaching pode ajudar. São técnicas efetivas de psicologia positiva, neurociência e reprogramação mental que ajudam a entender melhor a relação com a comida, descartar o comer emocional, melhorar a autoestima e, consequentemente, a relação com seu corpo atual. Qualquer mudança ou melhoria só vai acontecer de forma definitiva quando se olhar no espelho e quiser mudar por amor, e não por não gostar do seu corpo. Por amor, você vai encontrar motivação diariamente para comer melhor, fazer exercícios sem obrigação e ainda terá equilíbrio para comer um docinho sem exageros.

É fundamental saber que o corpo de cada um funciona de uma forma, por isso o plano alimentar ou o planejamento coaching devem ser feitos especialmente para você. Cuidado modismos, nem sempre o que está na moda faz sentido para você.

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Sobre

Jornalista, coach de vida e pratictioner em neurolinguística, criou o ViviPraIsso para compartilhar motivação e autoestima para quem quer ser mais saudável física e emocionalmente, assim como aconteceu com ela, que emagreceu, sem cirurgias ou remédios, e mudou radicalmente a carreira por um único motivo: AMOR PRÓPRIO!



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